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COMO O MOVIMENTO VEM ACONTECENDO ORGANICAMENTE, NO MUNDO TODO Em 2007, governos de diversos países começaram a celebrar compromissos ainda mais fortes e formais com a Carta da Terra. O Ministério do Meio Ambiente do Brasil estabeleceu um acordo formal junto à secretaria Geral da Carta da Terra e uma ONG brasileira de direitos humanos para promover a Carta da Terra em todos os segmentos da sociedade brasileira, bem como internacionalmente. Dois ministérios do governo do M éxico expressaram um compromisso público com a Carta no contexto de uma celebração presidencial do Dia da Terra.
Outros governos estaduais e municipais iniciaram ou fortaleceram processos semelhantes de estabelecimento de compromissos públicos para implantar a Carta em programas e iniciativas importantes, inclusive o estado de Queensland, na Austrália, a República do Tartaristão, na Federação Russa, e cidades como São Paulo (Brasil), Oslo (Noruega), Munique (Alemanha) e Calgary (Canadá). A Carta da Terra também exerceu importante influência sobre o plano de implantação da Unesco para a década da educação para o desenvolvimento sustentável.
No final de 2007, o Conselho Internacional da Carta da Terra finalizou a elaboração das diretrizes (“guiding principles”) que têm por objetivo assegurar que o processo de evolução orgânica do movimento tenha um eixo (ou seja, assegurar que o processo descentralizado de fazer acontecer gire em torno de valores essenciais contidos no espírito da Carta) . As perspectivas futuras são de que a Carta da Terra continuará a crescer no mundo todo como fonte de inspiração para ações conscientes em todos os campos da atividade humana e como documento de referência para o desenvolvimento de políticas, leis, padrões e acordos internacionais.
A descentralização abre caminho para uma rápida expansão das atividades relacionadas à Carta da Terra em todo o planeta. O objetivo do movimento é simples e claro: assegurar que pela ação consciente, espontânea, no dia-a-dia, milhões (ou bilhões) de pessoas de todas as partes do mundo contribuam, num processo de auto-organização, para a evolução da vida no planeta. |